Momentos Felizes

Posted by Helena Monteiro on ago 9th, 2008
2008
ago 9

Os indivíduos, em geral, estão em busca da felicidade, e comumente a condicionam no “possuir” alguma coisa. Quando eu tiver um carro do ano… Depois que adquirir a casa própria… Se eu conseguir um emprego sólido… conquistando a pessoa amada… Quando isso e se aquilo… eu serei feliz, se esquecendo de observar as pequenas coisas à sua volta, que podem fazer toda a diferença. Se prendem no muito e não dão importância ao pouco, que na verdade é o que está muito mais presente em nossa vida, dando forma, construindo-a.

A vida, na verdade,  constitui-se de momentos que vão se somando. Uns de felicidade e de tranqüilidade, outros de tristeza e de insegurança, e assim, encadeando uns momentos aos outros, constrói-se a história de cada um. As dificuldades surgem para que amadureçamos na procura da melhor solução, na lida com a situação. Cabe a cada um fazer com que os bons momentos prevaleçam, cultivando a paz e a alegria à sua volta e valorizando as coisas simples que estão em torno de si, que lhes pode proporcionar a paz e a alegria.

Nos dias de extremo calor, por exemplo, quanta satisfação pode haver em saborear um sorvete ao lado da família? Em sentar à sombra de uma árvore ao fim da tarde ao lado de amigos? Ao  brincar na piscina junto de amigos e familiares?  E sair para tomar um lanche quando chegar à noite?  Ou simplesmente sentar no  banco da praça para que as crianças fiquem ali a brincar? São muitos os pequenos prazeres que se tem no dia e que na maioria das vezes passam despercebidos.

Sabe-se que as dificuldades são inúmeras, que os problemas econômicos têm afetado quase que a  totalidade das pessoas, que ainda existem as doenças, as divergências familiares e tanto outros dissabores, parecendo que tudo vai ruir e nada de bom restará. Entretanto, se observarmos mais detidamente, perceberemos que nem tudo são espinhos, que no meio da turbulência ainda poderão encontrar momentos felizes. Seja no carinho de um filho, no abraço apertado de seu companheiro, na força dos amigos e em tudo que Deus proporciona todos os dias a seus filhos: o novo dia que traz novas oportunidades, o funcionamento desta máquina maravilhosa que é o corpo humano e que permite estar em contato com o mundo que nos cerca e agir sobre ele, a inteligência que deve ser utilizada na superação dos problemas, na conquista do aperfeiçoamento pessoal e no progresso em geral; mundos maravilhosos para aqueles que persistem no bem, a própria imortalidade que abre todas as perspectivas para o futuro, e tudo mais o Pai Maior coloca à disposição de todos diariamente e que pode motivar grandes satisfações se reconhecidas e utilizadas adequadamente.

Aprendamos, pois, a enxergar as pequenas coisas, somando momentos de paz e tranqüilidade aos de alegria e bem-estar, não se apegando às picuinhas da vida, nem se importando com que não lhe faça bem. Vamos construir nossa felicidade a partir da superação dos problemas e dos momentos de grandes e pequenas alegrias, nunca nos esquecendo de sorrir.

(Fonte: Jornal Boa Nova. Autora: Ana Lúcia Regina Schimidt Mello)


Quando Deus Criou as Mães

Posted by Helena Monteiro on mai 11th, 2008
2008
mai 11

Diz uma lenda que o dia em que o bom Deus criou as mães, um mensageiro se acercou dele e lhe perguntou o porquê de tanto zelo com aquela criação.
 
Em que, afinal de contas, ela era tão especial?
 
O bondoso e paciente Pai de todos nós lhe explicou que aquela mulher teria o papel de mãe, pelo que merecia especial cuidado.
 
Ela deveria ter um beijo que tivesse o dom de curar qualquer coisa, desde leves machucados até namoro terminado.
 
Deveria ser dotada de mãos hábeis e ligeiras que agissem depressa preparando o lanche do filho, enquanto mexesse nas panelas para que o almoço não queimasse.
 
Que tivesse noções básicas de enfermagem e fosse catedrática em medicina da alma. Que aplicasse curativos nos ferimentos do corpo e colocasse bálsamo nas chagas da alma ferida e magoada.
 
Mãos que soubessem acarinhar, mas que fossem firmes para transmitir segurança ao filho de passos vacilantes. Mãos que soubessem transformar um pedaço de tecido quase insignificante numa roupa especial para a festinha da escola.
 
Por ser mãe deveria ser dotada de muitos pares de olhos. Um par para ver através de portas fechadas, para aqueles momentos em que se perguntasse o que é que as crianças estão tramando no quarto fechado.
 
Outro par para ver o que não deveria, mas precisa saber e, naturalmente, olhos normais para fitar com doçura uma criança em apuros e lhe dizer: “eu te compreendo. Não tenhas medo. Eu te amo”, mesmo sem dizer nenhuma palavra.
 
O modelo de mãe deveria ser dotado ainda da capacidade de convencer uma criança de nove anos a tomar banho, uma de cinco a escovar os dentes e dormir, quando está na hora.
 
Um modelo delicado, com certeza, mas resistente, capaz de resistir ao vendaval da adversidade e proteger os filhos, de superar a própria enfermidade em benefício dos seus amados e de alimentar uma família com o pão do amor.
 
Uma mulher com capacidade de pensar e fazer acordos com as mais diversas faixas de idade.
 
Uma mulher com capacidade de derramar lágrimas de saudade e de dor mas ainda assim insistir para que o filho parta em busca do que lhe constitua a felicidade ou signifique seu progresso maior.
 
Uma mulher com lágrimas especiais para os dias da alegria e os da tristeza, para as horas de desapontamento e de solidão.
 
Uma mulher de lábios ternos que soubesse cantar canções de ninar para os bebês e tivesse sempre as palavras certas para o filho arrependido pelas tolices feitas.
 
Lábios que soubessem falar de Deus, do universo e do amor. Que cantassem poemas de exaltação à beleza da paisagem e aos encantos da vida.
 
Uma mulher. Uma mãe.
 
…………………………………….
 
Ser mãe é missão de graves responsabilidades e de subida honra. É gozar do privilégio de receber nos braços espíritos do Senhor e conduzi-los ao bem.
 
Enquanto houver mães na terra, Deus estará abençoando o homem com a oportunidade de alcançar a meta da perfeição que lhe cabe porque a mãe é a mão que conduz, o anjo que vela, a mulher que ora, na esperança de que os seus filhos alcancem felicidade e paz.
 
Equipe de Redação do Momento Espírita.